um metuendo zepelim


São grandes os desafios para hoje e amanhã: a pandemia, o baque da economia, e o desgoverno de quem se vê como ditador eleito.


Como todas as pestes, um dia essa pandemia arrefecerá. A urgência de reerguer ou meramente escorar a economia abreviará o tempo para o medo e o luto. O momentum para tentar diminuir culpas, deficiências e insuficiências nas alternativas de futuro será, novamente, rápido e único. A ameaça contínua de um metuendo zepelim sobre nós em nada ajudará seu aproveitamento.


A pajelança de 22 de dezembro desvelou de vez o zepelim sinistro do desgoverno de Bolsonaro & Filhos, mais seus olavetes travestidos de ideólogos, um aparelhamento militar em processo, um velho cenário de milícias e piratas do capitalismo, e o sempiterno orgulho da ignorância como bandeira. Inspirou também movimentações posicionais, "jabs" intimidatórios, "no pasarán" esperançados.


Alforriado por circunstâncias, Moro, cautelosa e determinadamente, procura afirmar suas credenciais políticas eleitorais e garantir os direitos de imagem do Lavajato.


O STF, por fim e felizmente, agrupado em torno do seu, do nosso Decano resiste com valor e sabedoria às sucessivas investidas contra a democracia e a Constituição.


Rodrigo Maia, medindo palavras, administrando resolução, reconvoca as linhas de defesa parlamentar, cuidando de deixar passagem para um mais que provável recuo do Centrão, quando e se vier a se evidenciar mais claramente a derrocada do Obscuro, seus satélites e clientes.


Do zepelim, o Inominável lança sua artilharia de fake news e reclama seu direito, individual e inalienável, de ser um reizinho absolutista.




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