seis de dez: uma jangada à deriva no Atlântico


José Saramago escreveu alguns dos melhores livros em língua portuguesa. Revelou-nos em toda sua força tempos e momentos da vida de Portugal e das gentes em toda a parte. O ano da morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, História do Cerco de Lisboa, Memorial do convento, ou Ensaio sobre a cegueira são livros inesquecíveis.

Para um brasileiro a parábola da Península Ibérica que se desprende da Europa e vai à deriva pelo Atlântico, assume um lugar especial nesse conjunto difícil de igualar. Na jangada de pedra descobrimos parte de nossa singularidade que - como cabe - nos faz, revelada, profundamente iguais, ainda que diferentes, a todos os demais homens.

A densidade do texto, o profundo humanismo de Saramago são os mesmos de sempre. É a dimensão histórica e cultural de Portugal - e a Península como um todo - na Europa e no Mundo que o tornam singular aos olhos brasileiros.

Seguindo sempre Gilda, convido Valburga a somar-se a nós na viagem dessa jangada.


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