uma mulher chamada Maria Auxiliadora da Silva


Maria Auxiliadora da Silva viveu de 1935 a 1974. Esses 40 anos incompletos levaram-na de Campo Belo a São Paulo. Pintou o campo, a vida doméstica, as festas populares e as celebrações religiosas. Cores. Movimento. E memória.

Suas telas têm a força da verdade. No plano único da evocação gentes, danças e músicas encantam o olhar e convidam-nos a participar, ainda que fugidiamente, de suas alegrias e tristezas quotidianas.

Maria Auxiliadora da Silva autorretratou-se também. E o fez ao longo dos muitos (de seus poucos anos de vida) de enfrentamento ao câncer. Sem autopiedade. Nem autoengano. Com a frescura e a delicadeza das cores. E, quando em vez, uma escapada chagalliana.

Foi uma ótima iniciativa do Museu de Arte Moderna de São Paulo a de expor novamente os trabalhos de Maria Auxiliadora Silva. Poucos pintores terão conseguido representar tão bem a alma brasileira, seu engenho e arte.


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