O sol na cabeça


Geovani Martins começa na literatura com um livro de contos que, antes de publicado no Brasil, já foi traduzido para várias línguas e vendido para 8 países. Uma estreia fora do comum, para alguém incomum no cenário.

Com 27 anos, morador da Rocinha, Barreira do Vasco e atualmente no Vidigal, Geovani mergulha no seu passado para fazer, em instantâneos e narrativas curtas, a vida da infância e da adolescência no quoridiano dos morros e nas intermitentes incursões pela "pista" da cidade rodeada por esse arquipélago.

Essa realidade que muitos mal tangenciamos, quando não conseguimos cegar de todo no canto dos olhos, emerge nos contos de Geovani com a força da língua falada e a elegância parca da sintaxe perfeita. A violência, a maconha, o crack, o tráfico, a milícia, as religiões que competem pelas almas do desespero e da falta. Todo um mundo em um 'papo reto", com a pungente beleza que as marcas na pele e na alma conjugam.


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