Sete anos de pastor Jacob servia...


Os sete anos valeram não apenas para Raquel (se é que esperava por Jacob todo esse tempo...), mas para o povo brasileiro. Sete anos depois de ter entrado na Câmara de Deputados com uma consagradora votação de mais de 1,3 milhão de votos, Tiririca falou. E disse adeus - quem sabe a ser reformado para um até logo - com uma queixa sentida da falta de seriedade de seus pares e seu pouco compromisso com a representação deles esperada. Positivamente Tiririca não ouviu falar de Groucho Marx quem sabiamente não aceitava entrar de sócio para um clube que o aceitasse...

Mas a sério - como convém quando falamos de profissionais do humor - não deixará saudades como representante do povo. E seu discurso, calibrado para provocar simpatia e lágrimas, talvez não convença nem mesmo seus eleitores. Mas renova em todos - espero - o convencimento de que é essencial sermos muito criteriosos na hora do voto para deputados e senadores. Da capacidade e sentido de responsabilidade do Congresso dependerá, mais do que nunca, a evolução também do Executivo e de todo o País.

Ao longo do tempo em que se sentou na Câmara, Tiririca não deixou de lado sua carreira e seguiu se apresentando a seu público fiel, Brasil a fora. Oxalá tenha atuado melhor do que como representante eleito do povo. O Congresso não ficará pior sem ele. Talvez até, a despeito da concorrência, menos pior.


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