Amém, ou alguém viu Arthur Crispim?


Arthur Crispim escreveu um dos melhores livros policiais de suspense de uma safra particularmente boa. A frase ágil e o ritmo acelerado da narrativa completam-se com diálogos sempre naturais - e como é difícil fazê-los soar assim!

A trama: a caça a um assassino serial por uma equipe de homicídios da polícia civil do Rio de Janeiro. Sua chefe e todos os seus integrantes são personagens fortes, verossímeis e cativantes. A composição de cada um não cede à idealização, nem a uma simplificação preconceituosa. O "bonde do crediário" é um retrato honesto e acabado de nossa polícia, seus defeitos e virtudes. Mais a descrição digna de fé das dificuldades e rasteiras que se antepõem a seu sucesso profissional.

Mistério quase tão denso quanto o que cerca, na maior parte do livro, a identidade do assassino é saber quem é Arthur Crispim. Será esse seu primeiro trabalho publicado? Terá, como tantos outros escritores de policiais, vivência em primeira pessoa do mundo que tão bem descreve? Mesmo o enciclopédico Google, sucessor legítimo do Almanaque Capivarol, é mais que econômico, avaro em informação. Da pré e da pósverdade.

#Amém #ArthurCrispim

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