J. Carlos, o cronista visual dos primeiros 50 anos do Brasil no século XX


Muitos dos setentões terão como eu a memória da espera ansiosa de fim de ano pela publicação do Almanaque do Tico tico. Outros, incluídos os mais novos, lembrarão o maravilhamento dos traços e cores de J Carlos em Careta, O Malho, Fonfon, O Cruzeiro, e tantas outras revistas da primeira metade do século XX no Brasil. Para sorte de todos e da cultura brasileira, o Instituto Moreira Salles assumiu o precioso acervo do trabalho intenso e extenso de J. Carlos e tornou-o mais facilmente acessível para a pesquisa, além de exibí-lo como agora no Rio de Janeiro.

Mestre consumado do art deco, J. Carlos foi por praticamente 50 anos o cartunista, o artista gráfico, o ilustrador, o humorista, o publicitário, o chargista que retratou o Brasil, nossa gente, nossos percalços e sorrisos como ninguém. Na exibição em cartaz no Instituto, o traço elegante, refinado e sobretudo revelador nos conduz por nossa história. Poucas vezes se terá utilizado tão adequadamente o rótulo "cronista visual".

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