A dúvida como método


Isso de tentar antecipar desenvolvimentos futuros pode nos colocar mais a salvo das paixões e desatinos do momento. Não é, porém, garantia de equilíbrio. Sai o "geraldino" apaixonado mas não ficam necessariamente de fora nossos preconceitos e condicionamentos.

Pra se ter alguma chance de êxito é preciso praticar, não raro, a dúvida como método.Mais: não se pode desconhecer antecedentes, nem minimizar a força do que já se viveu, com alegria ou tristeza.

Volto ao Paulinho da Viola: "quando penso no futuro, não me esqueço do passado".

Um exemplo: a despeito de seu idealismo e determinação, muitos dos protagonistas do tenentismo terminaram sua história como "coronéis" de voto de cabresto. Talvez continuassem a se ver, mesmo então, como os jovens tenentes que defendiam com coragem e generosidade um Brasil diferente e melhor.


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